A Revolução do Comércio Eletronico (I)
O Comércio eletrônico é para a Revolução da Informação o que a ferrovia foi para a Revolução Industrial - um desenvolvimento totalmente novo, totalmente sem precedentes, totalmente inesperado. Como a ferrovia há 70 anos, o comércio eletrônico está criando uma explosão nova e distinta, mudando rapidamente a conomia, a sociedade e a política.”
Assim diz Peter Drucker em It Came From the Web de Brian Perry e Mark Burkhardt. E uma declaração forte, mas que descreve precisamente o impacto causado pela Internet - e que continua a causar - em nossas vidas pessoal e profissional. E isso é apenas o começo.
Um relatório emitido pelo Commerce Department constatou que a Internet cresce mais rapidamente do que todas as tecnologias que a precederam. O rádio, por exemplo, existiu por 38 anos antes que 50 milhões de pessoas adquirissem o hábito de ouvi-lo, e somente após 13 anos a televisão alcançou essa marca. Entretanto, passaram-se apenas quatro anos para a Internet ultrapassar esse número.
Os anos 90 passarão à história como a década que, graças à tecnologia, nivelou as condições de concorrência dos negócios - não importando seu tamanho ou sua localização. Com o advento da Internet, pequenas startups começaram a competir com sucesso com as grandes corporações na venda de seus produtos e serviços para um mercado global por meio da World Wide Web. As fronteiras geográficas foram eliminadas e as transações de negócio ficaram mais ágeis e mais eficientes do que nunca. O comércio eletrônico é na verdade um fenómeno mundial - que cresce diariamente. O Computer Industry Almanac profeta para o ano de 2002 que 490 milhões de pessoas em todo o mundo terão acesso à Internet, com os 15 países principais contando com quase 82% dos usuários. E a Forrester Research prevê que os gastos por meio da Web subirão de US$ 20 bilhões em 1999 para US$ 184 bilhões em 2004. O uso da Internet entre pessoas de toda parte do mundo está aumentando extraordinariamente.
Na China, 16 milhões de pessoas estão acossando a Internet- e o número dobra a cada seis meses. De falo, a revista Time prevê que em 2005 a China terá a segunda maior população mundial de internautas, depois dos Estados Unidos. O Netease.com é um dos maiores portais da China - que oferece gratuitamente e-mail, notícias, leilões e um site de empregos - e alega ter mais de 6 milhões de páginas visitadas por dia. “As pessoas pensavam que só era possível indicar rico com ações da bolsa ou contrabando”, a Time cita Wan Zhindong, CEO da Sina.com. “Agora, com a Internet, elas sabem que podem ficar ricas usando suas inteligências.”
A empresa de pesquisa de mídia Jupiter Communications estima que, em 2003, 47,3 milhões de famílias européias estarão conectadas à Internet. Embora o mercado consumidor on-line da Europa, no início de 2000, fosse apenas um décimo do mercado americano, é esperado que alcance US$ 2 bilhões em 2003. Esse valor é comparado com a estimativa de US$ 10 bilhões para os Estados Unidos no mesmo ano, mas representa um mercado considerável - e esse mercado está aberto para qualquer um por meio do comércio eletrônico. Tenha em mente que a população da Europa é de 727 milhões, enquanto a dos Estados Unidos é de 275 milhões, assim a Europa representa um imenso potencial de mercado para qualquer empresa de comércio eletrônico.
Nenhuma empresa, nenhuma organização pode dar-se ao luxo de ignorar o poder do comércio eletrônico. Andy Grove, presidente da Intel, especula que “em cinco anos, todas as empresas serão empresas da Internet - ou não serão mais empresas”.
Acrescentaria que nenhuma empresa, nenhuma organização pode darse ao luxo de ignorar o poder do e-service. O que é e-service? É velocidade, tecnologia e preço construídos em torno de serviços.
Os números coletados por Perry e Burkhardt para It Came From the Web confirmam essa declaração:
- As vendas on-line do setor de computadores são estimadas em US$ 410 bilhões, ou 37% do total das vendas do setor, em 2003.
- O setor de telecomunicações fará US$ 15 bilhões de negócios on-line em 2003, aproximadamente 5% do total das vendas do setor.
- E esperado que as vendas on-line de energia saltem de aproximadamente US$ 11 bilhões em 1999 para US$ 170 bilhões em 2003 - 12% de todo o mercado de energia.
“Isso revela que”, declaram os dois, “em 2003, a exposição global na Web será somente de cerca de 10% a 15% em termos de comércio eletrônico mundial. Depois de 2003, seguirão vários anos de crescimento sem restrições que tratam dos outros 85%”.
Fazer negócios por meio da Internet mudou a face dos negócios em todo o mundo. Ela não só tornou a venda de produtos e serviços mais rápida e conveniente para os consumidores, como levou a concorrência nos negócios a ocupar um lugar que apenas há uma década não era imaginável.
Se você duvida do poder do comércio eletrônico considere o seguinte:
O tráfego na Internet dobra a cada 100 dias. Esperava-se que a receita de comércio eletrônico em 1999 atingisse US$ 507 bilhões.
A Technology Investing, de Michael Murphy, estima que até julho de 2001 as vendas business-to-business via Internet aumentem 25 vezes seus US$ 45 bilhões obtidas nas vendas realizadas em fevereiro de 2000. Quarenta e cinco milhões de americanos visitam lojas on-line; 16 milhões deles fazem compras, de acordo com a Millward Brown Intelliquest.
Durante a segunda metade de 1999, os negócios on-line representaram 48% de todos os O comércio eletrônico é de fato um negócio muito grande ao redor de todo o mundo. Na Ásia, Jack Ma é o homem a observar. Em 1995, enquanto Jeff Bezos lançava a Amazon.com nos Estados Unidos, Ma começava a Alibaba.com, em Hong Kong. A empresa eletrônica conecta importadores e exportadores em todo o mundo e no verão de 2000 tinha mais de 200 mil membros registrados de 194 países.
Parte de uma outra pesquisa conduzida pela Forrester Research and Piper Jaffray prevê o seguinte:
As vendas on-line de consumidores crescerão de US$ 8 bilhões em 1998 para US$ 108 bilhões em 2003.
Viagens de consumidor on-line atingirão US$ 30 bilhões em 2003, contra US$ 8 bilhões em 1998.
O montante de bens de clientes administrados on-line por corretoras em 1998 era de US$ 420 bilhões, valor que se esperava dobrar em 2000. As contas dos investidoras on-line cresceria de US$ 7,3 milhões em 1998 para US$ 14 milhões no fim de 2000.
Em 2003, 21 milhões de lares estarão investindo on-line, contra os 2,5 milhões do início de 1999.
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