Ou é E-business ou Está Fora do Mercado (I)


Se você não estiver conectado - será nocauteado. Mark Jarvis, vice-presidente sênior da Oracle, explica de outra maneira. “Nossa visão é simpies”, diz ele. “Ou é e-business ou está fora do mercado.”

Ele está mais do que certo. Muitas empresas principalmente as fundadas na década de 90, fazem todos os seus negócios via Internet, enquanto que as empresas tradicionais convertem-se ao comércio eletrônico com a esperança de percorrer as ondas do ciberespaço para aumentar as vendas, bem como maior eficiência. “Mude as compras para a Web, e a empresa poderá eliminar 90% dos custos de transações“, diz Dean Whitlock, vice-presidente e gerente-geral do grupo e-Business Services da firma de consultaria ICL em Dallas, Texas.

Chris Cogan, CEO da GoCo-op, uma empresa na Flórida de compras pela Internet para hotéis, restaurantes e serviços de saúde, diz “Estimamos que o custo médio do processamento de um pedido de compra seja de US$ 115. Baixamos esse custo para US$ 10. Quando as empresas compram por meio de nosso sistema, vêem economia imediata”.

Muitas empresas - como a Arnazon.com - têm sucesso extraordinário em proporcionar economias, velocidade e serviços aos clientes. Se você ainda não ouviu falar da Amazon.com, procure conhecê-la.

Jeff Bezos tinha 30 anos e trabalhava para um fundo de investimento de Nova York quando leu um relatório sobre o crescimento fenomenal esperado da Internet. Bezos decidiu entrar em ação - elaborou um plano de negócios e fundou a Amazon.com. Em quatro anos, a livraria on-line era a marca de crescimento mais rápido da Internet, e Bezos foi considerado um guru do comércio eletrônico.

Muitas empresas que usam a longos anos os métodos tradicionais para comercializar e vender seus produtos e serviços estão descobrindo o poder do comércio eletrônico e estão adicionando a Internet aos seus arsenais de vendas. A Southwest Airlines é uma dessas empresas. Durante o quarto trimestre de 1999, a receita on-line da companhia aérea por passageiro aumentou em 140%, chegando a quantia impressionante de US$ 250 milhões.

De fato, as viagens hoje estão entre os maiores geradores de receita do comércio eletrônico - e vai tornar-se maior. Os especialistas do setor de viagens estimam que a venda on-line de passagens exceda US$ 30 bilhões em três anos. A Southwest Airlines lidera o grupo. Em fevereiro de 2000, 25% de sua receita de passagens veio de reservas por meio de seu Web site, enquanto a maioria das companhias aéreas vende on-line somente 3% a 8% de seus assentos, de acordo com especialistas do setor.

Philip Wolf, presidente e principal executivo da PhocusWright Inc., um consultor de viagens on-line, acredita que o Web site amigável para o usuário da Southwest Airlines é o maior responsável pelo aumento dos negócios. “Eles têm o paradigma de preço e programação de vôos mais simples e mais fácil do setor“, diz ele.

A Nordstrom também entrou no ciberespaço com a Nordstrom.com, que em 1999 teve vendas de US$ 18 milhões. As projeções para 2000 eram de US$ 100 milhões, que podem parecer insignificantes para a Nodstrom Inc., com mais de US$ 5 bilhões anualmente. Mas, se a Nordstrom.com concretizasse suas projeções, teria crescimento maior do que o lucro esperado de 10% a 12% sobre a receita da matriz em 2000.

Você também deve examinar a General Electric. Ela foi classificada como a número um na relação das empresas americanas mais admiradas em 2000 da revista Fortune, um lugar que também ocupou em 1999 e 1998. Durante aqueles anos, entretanto, a General Electric fez algumas mudanças. Envolveu-se no comércio eletrôriico quando, segundo a Fortune, “Jack Welch tornou-se crença” e pôs a GE na trilha rápida do comércio eletrônico.

Welch, CEO da General Electric, durante muitos anos, nem possuía computador pessoal em seu escritório enquanto todos os outros funcionários tinham. Finalmente quando tornou-se ‘crença’, moveu-se rapidamente para fazer o comércio eletrônico uma iniciativa principal da empresa.

Em Janeiro de 1999, a Polymerland, empresa de distribuição de plásticos da General Electric, vendia US$ 10 mil por semana no comércio eletrônico. Um ano depois estava vendendo US$ 2 milhões por dia e projetava dobrar aquela quantia até o final do ano. Entretanto, a Power System da empresa, também tinha lançado uma estratégia de comércio eletrônico que resultou em vendas de US$ 17 milhões em 1999 e uma projeção de US$ 1,5 a US$ 2 bilhões para 2000.

Como Welch, CEOs de todo o mundo estão jogando fora seus planos de negócios antigos. Eles compreendem que “negócios da maneira usual” não existem mais, que a Internet e a concorrência global mudaram a face dos negócios para sempre. Estão entrando na Internet para complementar seus negócios tradicionais e fazendo grande sucesso com essa iniciativa.

Certamente, você deve estar dizendo; isso é Étimo para empresas grandes como a Southwest Airlines e a General Electric, mas e nós, os pequenas?

Bem, os pequenas, os pequenas negócios, podem ser grandes ganhadores na Internet também. De fato “botecos da esquina” de todo o mundo  estão atingindo os clientes sem aumento de encargos. Eles não precisam construir lojas novas para aumentar as vendas. Podem utilizar a Internet como uma força de vendas virtual para lançar seus produtos e serviços aos clientes em qualquer canto do mundo.

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